História - Localidade
Resumo Histórico
Escalos de Cima, com cerca de 1100 habitantes, caracteriza-se pela presença romana em alguns dos seus traços e artefactos ainda bem conservados, encontrando-se na altura sob influência e protecção da grande cidade da Egitânia, hoje Idanha-a-Velha, termo que terminou por volta de 1199, quando por pedido de D. Sancho I, o Papa Inocêncio III fez a transferência da cátedra episcopal para a Guarda. A proximidade com a grande cidade Egitânia beneficiou muito os Escalos de Cima, pois era um ponto de passagem entre "Castello Branco" e a mesma. Com o passar dos anos a grande Egitânia foi perdendo algum destaque e influência, ao contrário de Castelo Branco que se desenvolvia com grande dinamismo, fruto da necessidade de proteger a região dos Mouros vindos de Cáceres e Badajoz. Escalos de Cima foi uma das aldeias que mais beneficiou dessa situação devido à proximidade e ao dinamismo da sua população. Criou a sua própria via para Castelo Branco, conhecida ainda nos nossos dias como o "Caminho da Villa", onde se acentuaram as trocas comerciais e a movimentação populacional. Este conjunto de factores contribuiram todos para caracterizar nos dias de hoje a imagem que Escalos de Cima assume.

Brasão da freguesia de Escalos de Cima


Denominação
Quanto à sua denominação, Escalos de Cima apresenta por alguns investigadores duas teorias. A primeira baseia-se no termo latino "squalius": terrenos esqualios, invadidos por uma planta daninha e parasita denominada "escalracho". A segunda teoria, e mais plausível, baseia-se na existência de um peixe abundante intitulado "squalos", espécie de bordalos, em tempos passados.

Tendo como base estas duas teorias, o nome inicialmente criado foi Callos de Sima (Séc. XVI), sofrendo algumas evoluções ao longo da nossa história tais como: Caldas de Cima (Séc. XVII); Escalhos de Cima (Séc. XVIII); Escallos de Sima (Séc. XIX). Finalmente no Séc. XX, surgiu Escalos de Cima, nome utilizado até aos dias de hoje.


Heráldica
Os símbolos heráldicos da freguesia foram criados recentemente, como se pode constatar no Diário da República n.º 240-III Série de 16 de Outubro de 2001, lendo-se o seguinte:

"Torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da freguesia de Escalos de Cima, do município de Castelo Branco, tendo em conta o parecer emitido em 16 de Agosto de 2001 pela Comissão Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses e que foi estabelecido, nos termos da alínea q) do n.º2 do artigo 17.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, sob proposta desta Junta de Freguesia, em sessão da Assembleia de Freguesia de 26 de Setembro de 2001:
Brasão - escudo de negro, torre de campanário de ouro lavrada e aberta do campo, com sino e relógio de prata, entre dois pés de cravo de ouro, floridos de prata, passados em aspa e atados de prata, na ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "ESCALOS DE CIMA";
Bandeira - amarela. Cordão e borlas de ouro e negro. Haste e lança de ouro;
Selo - nos termos da lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Escalos de Cima - Castelo Branco"."