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Património - Turismo & Cultura
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Património Escalense
Escalos de Cima caracteriza-se por ser uma localidade rica em património, podendo comprovar este facto através das ilustrações
existentes nesta secção, quer através das fotografias existentes, ou pelo pequeno resumo associado a cada uma delas para se
poder ter uma pequena ideia da sua história. Ao situar-se numa vasta região granítica com pedreiras de onde se extraem ainda
nos dias de hoje pedras para a construção civil, material este que acompanhado com a madeira das árvores envolventes pinheiro,
castanheiro ou eucalipto serviram para erquer ao longo dos tempos estas verdadeiras maravilhas arquitectónicas, assim
como as mais simples habitações da população existente.
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Capela da Senhora da Ajuda
A Capela da Senhora da Ajuda é o local a partir do qual com grande probabilidade Escalos de Cima nasceu e se desenvolveu, de acordo com
a localização dos bens da Ordem de Cristo (Tombo de 1505) e observação da malha habitacional. Para ela convergiam a rua principal, hoje
chamada de Outeiro a rua da Amoreira que ocuparia também a actual do Arrabalde, a rua da Lagora ou Alagoa e outras secundárias cujos nomes
se perderam ao longo dos tempos. Esta capela é um edifício de traços renacentistas e de forma rectangular com uma sacrista lateral. A imagem
sagrada da capela é a da Virgem com o Menino nos braços, estando numa tribuna com uma estrela e a frase da Ladainha de Nossa Senhora: "Stela Matutina"-
"Estrela da Manhã". É a invocação dos povos que trabalham no campo e que regulam a sua vida pelo planeta Vénus a que o povo chama Estrela da Manhã ou
Boieira.
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Igreja Paroquial de São Pedro
Devido ao crescimento populacional, e às limitações de espaço da Capela da Senhora da Ajuda, por forma a servir melhor a população, nos fins do
século XVII e princípios do XVIII entre a Devesa e a Praça foi criada a Igreja Paroquial de São Pedro, com uma imponente torre sineira, separada
do templo como mandam as regras canónicas, cumprindo sempre a sua função de convite aos fiéis às práticas espirituais e de vigilância, quando
os sinos tocam em situações de perigo como incêndios, calamidades atmosféricas ou invasões de inimigos.
A Igreja caracteriza-se por ter um corpo rectangular, com sacrista lateral, onde se observam apontamentos de estilos da época, renacentista e
barroca, no portal, retábulo do altar-mor, púlpito e imagens. No Lintel foi gravada a data de 1704, possivelmente referindo a construção Paroquial.
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Capela de Santo Amaro
A capela da Santo Amaro situa-se no largo do mesmo nome, edifício de planta rectangular com sacrista lateral e um alpendre para abrigo dos peregrinos
e feirantes de 15 de Janeiro. Num ninho da capela-mor encontra-se a imagem do patrono em granito policromado. Estima-se que a sua construção data do
século XV o mais tardar XVI. Escalos de Cima foi uma Vigaria da Ordem de Cristo que foi visitada várias vezes pelos seus freires que, possivelmente,
interferiram na construção da capela de Santo Amaro. Esta capela detém um sino num campanário de granito semelhante ao pórtico e toca festivamente todos os
dias 15 de Janeiro.
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Solar da Família Costa Pegado Figueiredo
Este Palacete mais conhecido como dos Viscondes de Castelo Novo, deve ter sido construído no final do séc. XVII ou princípio do séc. XVIII numa propriedade
situada entre a Devesa, Quelha de Leguinha, rua do Espírito Santo e Praça. Destaca-se por ser um dos melhores e mais bonitos da nobreza rural da Beira Baixa.
Os tectos dos salões ostentam o brasão da família pintado sobre madeira. À sua frente existe um terreiro espaçoso e na rectaguarda um jardim
seguido de uma quinta com noras, poços, hortas e árvores de grande porte. Detém a capela de São Domingos, situada na fachada lateral que confina com a
Estrada Nacional 233. O Palacete encontra-se cercado por um muro muito alto que o cerca mas que lhe dá um elevado grau de
segurança.
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Solar da Família Botelho
Encontramos na rua Dr. Augusto Duarte Beirão um brasão em mármore da família Botelho, o qual foi mandado construir pelo abastado Sr.
Joaquim Manuel Ortas Botelho na data de 1744. Este data encontra-se gravada por cima da porta principal junto ao telhado no respectivo
solar onde a família Botelho se encontrou instalada. Actualmte está entregue aos respectivos herdeiros que gerem todo este património.
Em frente a este solar, separado apenas pela rua, encontra-se o "Laranjal" que para, além destas
árvores de fruto tem um jardim, recantos e um pequeno lago. Existem ainda antigas cavalariças destinadas a abrigar cavalos e carruagens, quintais,
casas de apoio e dois fornos, tudo construído em 1728 a mando do Dr. António Justiano Baptista Botelho, pai do Sr. Joaquim Manuel Ortas Botelho.
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Fonte Moreira
A Fonte Moreira foi construída em 1885 encontrando-se localizada na estrada que liga Escalos de Cima a Alcains. Assumia uma grande importância pois os maus
caminhos de antigamente tornavam as viagens desconfortáveis e morosas, permitindo às pessoas descansarem e refrescarem-se. Todos os carros traziam um
caldeiro que o carreteiro enchia de água para os animais beberem e deitarem nas rodas e outras partes dos carros de modo a evitar as dilatações provocadas
pelo calor do Verão. Tornou-se assim um ponto de referência devido à sua importância. Actualmente, não com tanta afluência de pessoas, continua a disponibilizar os
seus recursos.
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Fonte de Santo Amaro
A fonte de Santo Amaro marca a sua posição entre a capela e o ribeiro com o mesmo nome, encontrando-se junto à estrada principal que atravessa a localidade. Esta fonte
recolhe as águas provenientes dos lados das Mestras, e através de duas bicas de cobre enche um pequeno tanque onde antigamente os animais bebiam e
as mulheres procediam a todo o tipo de lavagens. Esta fonte na altura em que ainda não existia água canalizada, era o ponto principal de abastecimento
de toda a localidade, pois a população recorria a ela para abastecer as suas habitações no dia-a-dia, transportando a água em cântaras.
A água proveniente desta fonte foi sempre muito apreciada pela sua qualidade, controlada em tempos anteriores pelo médico municipal
que residia em Alcains.
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A Obra do Senhor Africano
A obra do Senhor Africano, mais conhecida localmente pela "Casa do Visconde", foi erguida pela mão dos pedreiros de Escalos de Cima no ano de 1908, caracterizando-se
por ser um magnífico palacete, em estilo colonial, tipo abrasileirado, sendo rodeado por hortas e jardins, com um imponente torreão, ferros forjados, madeiras
exóticas, estuques, janelas com vitrais, varandas e escadarias de cantaria, com vista a satisfazer os gostos do seu proprietário, admirador desta arte nova na
referida altura. O proprietário destacou-se por ser uma pessoa honesta que defendeu sempre os seus ideais, lutando e sofrendo pelos mais fracos e oprimidos. A
localidade de Escalos de Cima ficou a dever muito a este homem que tinha a alcunha do Sr. Africano, pois teve sempre ao seu lado uma pessoa que lutou por ela até
ao fim.
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